Cristiane de Souza
Se foi rei ou capitão do cangaço não sei
Mas foi corajoso e destemido, isso eu sei
Não abaixava a cabeça para coronel
Instruído em desaforo, dedos cheio de anéis
Coitado de quem pisava no seu calo
Levantava poeira na caatinga do nordeste
sem descer do seu cavalo
Ir contra o sistema foi seu defeito
E nem perdendo a cabeça teve medo
E que o nordeste não se esqueça
Que pra lutar pelo que se acredita
Não é preciso ter riqueza
Só vontade de viver com dignidade
Essa vida de dureza

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